quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Justiça realmente existe?

É impressionante pensar que nos dias de hoje sofremos com o movimento judicial. Ainda por cima a Imprensa crê que pode se envolver em acontecimentos e por sua culpa em querer audiência os torna "casos públicos". Com esse direito de expressão que as emissoras e seus programas têm acabam influenciando e enganando o público com seu sensacionalismo. Esse sensacionalismo é o exagero de transmitir uma notícia, acrescentando sua parcialidade nela.
Temos uma prova viva disso, com o Caso Isabella! Após ser descoberto o assassinato de uma menina de cinco anos de idade, os programas de televisão começaram a dar cobretura 24 horas sobre o ocorrido. Impondo sua opinião que por conseqüência a população achou que por direito poderia chamar o casal de "assassinos" e proclamar "justiça" esqueceram que a qualquer hora uma situação parecida poderia acontecer a qualquer cidadão brasileiro.
O ato mais chocante da Imprensa brasileira é ela ser parcial em suas matérias e indiretamente influenciou na opinião judicial.
Esse casal suspeito de criminoso está preso e uma das justificativa dos desembargadores é pelo clamor público.
Mas e o outro caso de um jovem ter sido espancado na frente de uma boate em São Paulo? Os adolecsentes que cometeram esse ato de violência se apresentaram na delegacia e já podem ser considerados verdadeiros réus simplesmente fizeram depoimentos e foram liberados. Por que suspeitos foram provisoriamente para a cadeia e criminosos já declarados estão livres para cometer outro crime? E a população? Por que não foi pedir justiça, mostrando seus sentimentos de revolta e indignação fazendo uma movimentação em frente a delegacia ou em frente a essa casa de badalação? Pelo o que vi, creio que a Imprensa não teve vontade de convocar o seu público para isso...
Outro caso é a de pedofilia. Em primeiríssimo lugar, os canais de rede aberta não tiveram o interesse de detalhar suas notícias com esse tema. Quando pedófilos foram presos eles apresentaram os acontecimentos brevemente, com intenção de abafar o caso do tenente. Além disso em um programa de televisão o apresentador declarou que somente pela descoberta de pedofilaia cometida por um policial, a família do casal suspeito de assassinato da garota não teria o direito de colocar isso na defesa. Por que não?
Retornando ao caso de Isabella, a mãe da criança mostrou tremenda frieza em relação a morte de sua filha. Isso é estranho, pois mães que perdem seus filhos entram em completo desepero se verdadeiramente elas os amam. Anna Carolina de Oliveira se justificou declarando que sua "pequena" não gostaria de ver as pessoas de que ela gosta tristes. Que mulher estaria preocupada com algo desse gênero? Elas não devem chorar pensando na memória do falecido?
Além disso, as testemunhas, pelas suas declarações, demostraram total sabedoria do que iria acontecer com a menina. Duas coisas: por que não denunciaram anonimamente e por que a mãe não se preocupou em salvar a vida da filha nas mãos de "futuros assassinos" retirando-a da "guarda" deles? E a exumação poderia por direito ser feita para rever o verdadeiro processo de morte dessa criança. ELA QUER VERDADEIRAMENTE QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA OU SOMENTE UMA VINGANÇA PESSOAL ENTRE ELA E SEU EX-MARIDO POR TER SIDO REJEITADA E TROCADA POR SUA MELHOR AMIGA?
Esta mulher ainda mais tem a coragem de ser testemunha de acusação das pessoas que cuidaram de sua filha. Se não quisessem eles não precisariam disso e, sobre isso, os pais desta mulher também não deveriam cometer este ato de ingratidão depondo contra.
Mais uma vez, a ironia da televisão brasileira: "Novo Caso Isabella?". Um menino de cinco anos morreu misteriosamente. Mas o pai da crinça mostrou uma coisa totalmente diferente da mãe de Isabella: consideração pela mãe do garoto e pelo padrasto.
A promotoria também mostrou tremendo sensacionalismo, expondo o caso a todos. E demonstraram desprezo quando Jorge Sanguinetti, contratado pela família Nardoni, reveu os laudos da Perícia de São Paulo contestando-os. E ela como a Imprensa teve direto preconceito pelo profissional ser Alagoano.
Só o que tenho a dizer é que Justiça não existe. E que não falem em meu nome, generalizando que todo o cidadão brasileiro está contra o casal.
E SE REALMENTE ESSAS PESSOAS MATARAM A CRIANÇA, A MÃE DELA DEVERIA ESTAR PRESA POR NEGLIGENCIÁ-LA, USANDO-A POR MOTIVOS PSICOLÓGICOS E EMOCIONAIS!

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